O investimento imobiliário em Portugal atingiu 915 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um crescimento homólogo de 34% que coloca o país na lista dos mercados de melhor desempenho à escala global.
34% de crescimento
O investimento imobiliário em Portugal atingiu 915 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um crescimento homólogo de 34% que coloca o país na lista dos mercados de melhor desempenho à escala global. Enquanto a Zona Euro registava uma quebra média de 26%, Portugal crescia a 32% ficando apenas atrás de Taiwan no ranking de crescimento percentual entre os principais mercados internacionais analisados pela Colliers.
Para contextualizar: enquanto a grande maioria dos mercados europeus contraía, Portugal avançava. Não ligeiramente de forma expressiva, consistente e reconhecida pelos maiores investidores institucionais do mundo.
Porque é que Portugal continua a atrair capital internacional
A resposta está nos fundamentos. Portugal deverá crescer 2,3% em 2026, acima da média da Zona Euro, com inflação estabilizada e mercado laboral sólido. A descida das taxas directoras do Banco Central Europeu ao longo de 2025 começou a reflectir-se no custo de capital e na reactivação de decisões de investimento, criando condições para maior fluidez transaccional.
A isto acrescenta-se a estabilidade política, a qualidade de vida, o crescimento do turismo e uma relação risco/retorno particularmente atractiva face a outros mercados europeus. O investimento estrangeiro foi responsável por cerca de 70% das transacções realizadas em 2025 um número que confirma que Portugal não é apenas uma moda passageira no radar dos investidores internacionais.
O novo pacote fiscal que reforça a confiança
O novo pacote fiscal para a habitação aprovado em 2026 representa uma mudança relevante na abordagem da política pública para o sector. Incorpora medidas há muito reclamadas pela indústria — redução do IVA na construção, incentivos ao arrendamento e simplificação dos licenciamentos — e introduz algo essencial para a estabilidade de qualquer sector: previsibilidade.
A previsibilidade regulatória tornou-se um critério de escolha essencial em 2026, levando compradores e investidores a preferir mercados onde o enquadramento legal é claro e estável. Portugal está a cumprir exactamente esse requisito — e os números confirmam-no.
O desafio que persiste e a oportunidade que cria
Apesar do crescimento do investimento, a escassez de oferta continua a ser o principal desafio do mercado imobiliário português. A forte procura em contexto de oferta estruturalmente limitada mantém a pressão sobre os preços e cria uma janela de oportunidade real para quem entra antes da valorização se reflectir plenamente nos preços de mercado.
A nova construção não conseguiu responder aos níveis de procura nas principais zonas urbanas do país. Esta escassez, em vez de ser um problema para o investidor, é precisamente o que sustenta a valorização, porque quando a oferta não cresce ao ritmo da procura, os preços só têm uma direcção.
O impacto no mercado imobiliário
O capital internacional não escolhe mercados ao acaso. Escolhe onde há fundamentos sólidos, crescimento real e potencial de valorização. Portugal tem os três e Santarém é a prova de que esse crescimento não se limita às grandes cidades.
Quem investe em Santarém hoje está a fazer o que os grandes investidores fazem quando entram num mercado: entrar antes da curva, com informação e com convicção.