Os preços das casas em Portugal subiram 16,5% no 2.º trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, segundo o INE
Os preços das casas em Portugal subiram 16,5% no 2.º trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, segundo o INE. É um ligeiro abrandamento depois do recorde de 17,8% no início do ano, mas o ritmo continua muito acima dos salários.
Em 2025, o preço mediano das casas vendidas chegou a 2.076 €/m², o valor mais alto desde 2019. No último trimestre do ano já estava nos 2.198 €/m². Segundo investigadores da Universidade Nova de Lisboa, o preço mediano por metro quadrado duplicou em menos de dez anos.
Porque é que os preços não param de subir:
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Constrói-se pouco face à procura, sobretudo casas para a classe média.
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Há forte procura externa: compradores estrangeiros, fundos de investimento e turismo.
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Os rendimentos das famílias crescem muito mais devagar do que os preços.
O que o Governo está a fazer:
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Garantia pública para jovens: permite financiar até 100% da primeira casa. O montante disponível subiu de 1.550 para 2.300 milhões de euros.
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Senhorios: a taxa de IRS sobre as rendas desce de 25% para 10%, para trazer mais casas para o arrendamento.
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Construção: IVA de 6% em vez de 23% para casas vendidas até 648 mil euros ou arrendadas até 2.300 €/mês.
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Licenciamento mais rápido: muitas obras podem avançar com uma comunicação prévia, sem esperar pela licença.
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Habitação pública: compromisso de 150 mil novas casas públicas até 2030.
A contestação tem chegado à rua, com movimentos como o Porta a Porta a juntar pessoas em várias cidades contra a subida das rendas. Os especialistas avisam que as medidas só deverão ter efeito visível daqui a quatro a seis anos.
O que isto significa para si: com os preços a subir quase todos os anos, adiar a compra raramente sai mais barato. Quem quer comprar deve preparar bem o financiamento e procurar zonas com melhor relação preço-qualidade, como Santarém e a Lezíria.
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